Aplicação Modos Gregos

Um excelente video mostrando a aplicação dos modos gregos.

Vale a pena conferir, a explicação do grande guitarrista Gustavo Guerra.

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Harmônia

Campo Harmônico Maior:

Bicordes:

tõnicas              –>   C – D – E – F – G – A – B
3as diatônicas   –>   E – F – G – A – B – C – D

Tríades:

tõnicas              –>   C – D – E – F – G – A – B
3as diatônicas   –>   E – F – G – A – B – C – D
5as diatônicas   –>   G – A – B – C – D – E – F

Tétrades:

tõnicas              –>   C – D – E – F – G – A – B
3as diatônicas   –>   E – F – G – A – B – C – D
5as diatônicas   –>   G – A – B – C – D – E – F
7as diatônicas   –>   B – C – D – E – F – G – A

As tétrades Maiores seriam:
C7M – Dm7 – Em7 – F7M – G7 – Am7 – Bm7(b5)

Campo Harmônico Menor:

Escala de Lá menor natural:
A – B – C – D – E – F – G – A

Escala de Lá menor harmônica:
A – B – C – D – E – F – G# – A

Tétrades:

Tônica   —>  A  – B – C  – D – E  – F – G# – A
3as       —>  C  – D – E  – F – G# – A – B  – C
5as       —>  E  – F – G# – A – B  – C – D  – E
7as        –>  G# – A – B  – C – D  – E – F  – G#

As tétrades Menores seriam:
Cm7  –  Dm7(b5) –  Eb7M  –  Fm7  –  Gm7  –  Ab7M  –  Bb7

MODOS PARALELOS:

Se a música está em Dó maior, o modo paralelo é o Dó menor.

Se está em Ré maior, o modo paralelo é o Ré menor e assim por diante.

Vejam então os campos harmônicos de Dó Maior e o de Dó menor:

Dó Maior:
I     –     II     –    III    –    IV    –   V    –  VI     –     VII
C7M  –   Dm7  –  Em7  –  F7M  –  G7  –  Am7  –   Bm7(b5)

Dó Menor:
I     –        II        –   bIII    –    IV     –   V      –   bVI   –  bVII
Cm7  –  Dm7(b5) –  Eb7M  –  Fm7  –  Gm7  –  Ab7M  –  Bb7

Um exemplo muito comum é esta progressão:
|: C – C7 – F – Fm 😐

Veja que o:
C   é o Iº    grau de Dó, logo o modo Jônio.
C7 é o Vº   de Fá, logo o modo mixolídio.
F   é o IVº  de Dó, logo o modo Lídio.
Fm é o IVº de Dó menor, logo o modo Dórico.

NOTA:
Lembrando que o acorde Cm é o relativo menor do  acorde Eb (maior).

Acorde   –   Dominante

C        –        G7
Dm      –        A7
Em       –        B7
F         –        C7
G        –        D7
Am      –        E7
Bdim     –        F7

Tritonos

TRITONOS

Se construísse-mos uma escala cromática (escala que evolui de meio em meio tom) de Dó a Dó, póderiamos observar:

(Armação usando sustenidos – #)
C, C#, D, D#, E, F, F#, G, G#, A, A#, B, C

(Armação usando bemóis – b)
C, Db, D, Eb, E, F, Gb, G, Ab, A, Bb, B, C

Se você contar o número de tons de Dó a Dó encontraria 6 tons. Trítono é o intervalo entre duas notas separadas por 3 tons, ou seja, você dividiu a escala ao meio.

As nota encontrada na escala cromática em sustenido foi o F#, e nota encontrada na escala formada por bemol foi o Gb.

Vejam agora a escala de Dó maior e seus respectivos graus:

T, 9, 3, 4, 5, 6, 7M, 8
C, D, E, F, G, A, B, C

Estas duas notas, dentro da escala diatônica de Dó formam um intervalo de quarta aumentada (F#) ou quinta diminuta (b5). A escolha do nome do intervalo depende do contexto harmônico.

Em resumo, o trítono está entre a nota C e F# ou entre C e Gb.

Que efeito produz o trítono?

O trítono provoca uma tensão muito forte, pois se a escala é dividida ao meio. Por causa disso, o trítono também provoca uma preparação.

Mas em qual acorde eu poderia usar o trítono?

O trítono existe nos acordes de categoria “dominante. O trítono está entre a 3ª e a 7ª menor deste acorde dominante.

Também existe trítono nos acordes diminutos, só que estes acordes tem dois trítonos. Um entre a tônica e a quinta diminuta e outro entre a terça menor e a sétima diminuta (bb7).

Vamos pegar como exemplo os graus do campo harmônico de Dó pra observar os trítonos. Estou usando o Campo Harmônico de Dó apenas por não conter acidentes. É importante observar em outras tonalidades.

Campo Harmônico de D´Maior em tétrades (acordes formado por 4 ou mais notas):

C7M, Dm7, Em7, F7M, G7, Am7, Bm7(b5)

Os acordes da categoria dominante deste Campo Harmônico são o Vº e o VIIº grau, respectivamente G7 e Bm7(b5).

No acorde G7 o trítono está entre a terça (Si) e a sétima menor (Fá). Veja que de Si para Fá temos 3 tons inteiros.

No acorde Bm7(b5) o trítono está entre a tônica (Si) e a quinta diminuta (Fá).

Se você pegar um acorde G7(9) e observar a sua formação, verá que tem as mesma notas e o mesmo trítono na sua formação:

G7(9) –> G(T), B(3), D(5), F(7), A(9)

Bm7(b5) –> B(T), D(b3), F(b5), A(7)

Isso sugere substituições de acordes.

Nos acordes diminutos, que não é o caso do Bm7(b5) por conter sétima menor e não sétima diminuta, existem dois trítonos.

Bdim ou Bº –> B(T), D(b3), F(b5), Ab(bb7)

bb7 = sétima diminuta

Veja que o trítono está entre o B e o F, e o outro trítono está entre o D e o Ab.

Resolução dos Trítonos:

O trítono no acorde G7, Bm7(b5) e no Bdim tem sua resolução no acorde que exerce a função de Tônica, ou seja, no Iº grau –> Dó maior

Progressões:

| G7 | C7M |

| G7 | C |

| Bm7(b5) | C7M |

| Bm7(b5) | C |

| G7 Bm7(b5) | C |

| G7 | Cm |

| Bdim | C |

| Bdim | Cm |

Experimente todas estas resoluções, ou preparações.

Trítonos Gêmeos

Se dentro de um acorde G7 existe um trítono entre a terça maior (B) e a sétima menor (F),

O que poderia acontecer se invertêsse-mos o trítono de B para F, e transformasse de F para B ?

Pra começar, teríamos os mesmos 3 tons para cada lado. Ou seja, até aqui não mudou nada significativo.

Agora se eu encarasse sobre esta inversão o F como terça maior e o B como sétima menor?

Bom, agora teríamos um outro acorde (que não pertence ao Campo Harmônico de Dó) com o mesmo trítono.

O acorde que teria o trítono gêmeos é o Db7.

O Fá é a sua terça maior e o Si é a sétima menor.

O acorde Db7 pode substituir o G7 por conter o mesmo trítono, só que invertido.

É comum vermos progressões que tenha um Db7 preparando um C

Neste caso, o acorde Db7 entraria pra uma função de “substituto do dominante”, também conhecido como SubV7, pois substitui o V7º grau.

Observem em finais de blues este exemplo usando um Db7 preparando um C7:

e—-4—–3——————————————–
B—-6—–5————————–4—–3———
G—-4—–3—– ou – com 9ª –4—–3———
D—-6—–5————————–3—–2———
A—-4—–3————————–4—–3———
E——————————————————–

É, tem até o famoso trítono usado muito em rock, com bends de meiotom.
O trítono está no acorde de Ré passando pra Lá maior:

e——8b–8b——–5———————————-
B——7b–7b——-5———————————-
G———————-2———————————-
D———————————————————-
A——–Ré——–Lá———————————-
E———————————————————
b = bend

Outro lick legal pra usar em rock. Uma passagem de G7 para C. No final aparece um trítono entre E e Bb, estas são trítonos de Dó. Dê uma vibrade de leve sobre este trítono e depois deixe soar.

e——————————7~~~——8————————————
B—————–3-5-6—–6~~~——-8————————————
G————4——————————9———3-deixe soar———-
D—-2/3———————————————-2~~~~~~~~~~~—-
A———————————————————————————-
E—-Sol (trítonos)——————–Dó——-trítono de Dó———-

No Blues

É muito comum no blues usar acordes dominantes, ou seja, acordes com sétimas menores. Aproveitando isso, o blues usa o trítono de uma forma muito inteligente e vale a pena observar. Vamos fazer uma progressão em C7, F7, G7… o famoso blues I7, IV7, V7.

Vou usar os trítonos de:

C7 –> Bb(7) e E(3)

F7 –> A(3) e Eb(7)

G7 –> B(3) e F(7)

Observe na tablatura que o F7 e o G7 estão distantes de Dó por apenas meio tom, usando o mesmo desenho e na mesma corda. Pra mim isso é fantástico e abre um leque de possibilidades harmônicas e melódicas.

Vejam:

e——————————————————
B——————————————————
G—9———8——-9——-10——9———–
D—8———7——-8——–9——-8———–
A——————————————————
E–C7——F7—–C7——G7—–C7———-

Trítono e Modulação

A parte mais legal do trítono é quando ela abre passagem pra outros tons ou só sair um pouco do tom (coisa que o campo harmônico acaba impondo nas composições).

O trítono é como uma porta de entrada e saída pra outros acordes.

O mais natural numa música que está no tom de Dó é aparecer o acorde de Ré menor e Lá menor e não Ré maior e Lá maior. O trítono quebra essa barreira.

Se o trítono é encontrado nos acordes dominantes, e o principal dominante corresponde ao Vº grau, então podemos desencadear um processo de “dominantes secundários”.

Após o Dó surgirá um A7, que por sua vez vai preparar para um D7, e este um G7 e depois prepara para Dó novamente, criando um círculo harmônico.

| C | A7 | D7 | G7 | C |

A escala mais óbvia pra se solar sobre os acordes com trítono é o mixolídio.

Trítonos Gêmeos e o Blues

Como pode ser visto no assunto anterior sobre trítonos gêmeos, o acorde que tem o mesmo trítono, só que invertido é o #IVº ou bVº graus. Ou seja, o mesmo trítono que forma o G7 forma também o Db7. E como um pode substituir o outro (dependendo do momento é claro), podems fazer o mesmo pelos outros dominantes, usando os dominantes secudários junto com os substituto do dominante (SubV7).

O mais interessante é que o SubV7 fica apenas meio-tom acima do acorde que va resolver. Por exemplo, o mesmo G7 e Db7 (os dois são equivalentes) que prepara o Dó, temo Db7 que está só meio-tom acima de C, que é o acorde de resolução.

Então, se num clichê de blues (I, IV, V) eu aplicar os SubV7’s de cada um, eu teria mais 3 acordes, ficando com 6 no total.

Um blues de 12 compassos:

||: C7 | F7 | C7 | C7 C7 C7 Gb7 | F7 | F7 |

| C7 | C7 C7 C7 Ab7 | G7 Gb7 | F7 | C7 | G7 G7 G7 Db7 :||

Função dos Acordes

Segue como exemplo o campo harmônico de Dó com todas as funções dos acordes e umas progressões de exemplo.

Tríades:

I –  IIm –  IIIm –  IV – V –  VIm –  VIIdim
C – Dm –  Em –  F –  G –  Am –  Bdim

Os graus I, IIIm e VIm tem função tônica, sendo o I de função mais forte que os demais.

Os graus IIm e IV tem uma função subdominante, sendo o IV mais forte e o IIm mais suave.

Os graus V e VII são de função dominante, sendo o V mais forte.

Agora veremos uma cadência utilizando um subdominante ligando a um dominante e resolvendo em uma tônica:

Subdominante –> Dominante –> Tônica

F – G – C

F – G – Am

F – Bdim – C

Dm – G – C

F – Bdim – Am – Am/G – F – G – C

É muito comum estas cadências na música em geral. Na maioria das vezes os acordes tem alguma dissonância característica da sua função, onde muitas vezes parece complexo mas é simples.

Separe os acordes por estas categorias e depois estude as categorias individualmente.

Tudo Sobre Modos Gregos

Antes de estudar este assunto, é importante que você já tenha visitado o item harmonia encontrado no site. Improvisação é a arte da criação espontânea. Esse momento de liberdade pode enriquecer tanto uma música que, às vezes, chama mais atenção do que o próprio tema. Como grandes guitarristas conseguem criar solos incríveis em shows e gravações, sem pré determiná-los? Os modos gregorianos, aplicados com freqüência em solos de guitarra, recebem muitas vezes abordagens equivocadas quando estudados. Eles, em geral, são associados e empregados de forma mais técnica do que musical. Preocupados com a velocidade, muitos guitarristas se esquecem de explorar o lado sonoro e individual de cada escala.

Podemos definir as escalas como sons individuais ordenados. Melodias empregam notas de alturas diferentes em movimentos de graus conjuntos e saltos ascendentes ou descendentes, conhecidos como intervalos. Quem nunca ouviu falar da escala de dó maior, formada por dó, ré, mi, fá, sol, lá e si? Observe que nesta seqüência, há dois tipos diferentes de intervalos. O semi-tom, adotado pela música ocidental como a menor distância entre duas notas (no violão ou guitarra esta distância equivale a um traste ou casa do instrumento), e o tom que corresponde a soma de dois semi-tons (dois trastes do instrumento).

Assim, a seqüência dessas distâncias encontra-se dessa maneira:

MODOS DERIVADOS E PARALELOS

Podemos definir modo com a maneira particular com que tons e semi-tons encontram-se dispostos entre as notas de uma escala. Os modos derivados são todos aqueles gerados por um mesmo grupo de notas que formam uma escala. Cada novo modo parte de um grau da mesma escala e mantém as mesmas notas, mudando apenas a ordem de T e ST.

Veja os modos derivados da escala de dó maior na tabela a seguir:

MODOS DERIVADOS DA ESCALA DE DÓ MAIOR
MODOS NOTAS INTERVALOS DISTÂNCIA
C  JÔNIO
C – D – E – F – G – A – B – C
F – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – 7 – 8
T – T – ST – T – T – T – ST

D  DÓRICO

D – E – F – G – A – B – C – D
F – 2 – 3b – 4 – 5 – 6 – 7b – 8
T – ST – T – T – T – ST – T

E  FRÍGIO

E – F – G – A – B – C – D – E
F – 2b – 3b – 4 – 5 – 6b – 7b – 8
ST – T – T – T – ST – T – T

F  LÍDIO

F – G – A – B – C – D – E – F
F – 2 – 3 – 4# – 5 – 6 – 7 – 8
T – T – T – ST – T – T – ST

G  MIXOLÍDIO

G – A – B – C – D – E – F – G
F – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – 7b -8
T – T – ST – T – T – ST – T

A  EÓLIO

A – B – C – D – E – F – G – A
F- 2- 3b- 4- 5- 6b- 7b- 8
T – ST – T – T – ST – T – T

B  LÓCRIO

B – C – D – E – F – G – A – B
F – 2b – 3b – 4 – 5b – 6b – 7b – 8
ST – T – T – ST – T – T – T
F= fundamental                   T= tom                   ST= semi-tom

Já os modos paralelos começa com a mesma fundamental. Observe a tabela:

MODOS PARALELOS DE DÓ MAIOR
MODO ESCALA TOM
DÓ JÔNIO C – D – E – F – G – A – B – C C
DÓ DÓRICO C – D – Eb – F – G – A – Bb – C Bb
DÓ FRÍGIO C – Db – Eb – F – G – Ab – B – C Ab
DÓ LÍDIO C – D – E – F# – G – A – B – C G
DÓ MIXOLÍDIO C – D – E – F – G – A – Bb – C F
DÓ EÓLIO C – D – Eb – F – G – Ab – Bb – C Eb
DÓ LÓCRIO C – Db – Eb – F – Gb – Ab – Bb – C Db

Note que, diferente dos modos derivados, os paralelos não possuem as mesmas notas em suas constituições, mas mantém entre as suas notas a mesma relação intervalar (seqüência T e ST), presente no modo derivado correspondente.Você pode repetir o mesmo processo que utilizamos com a escala de dó maior em outras escalas: menor harmônica, menor melódica, entre outras.

Toda e qualquer escala pode gerar um número de inversões igual ao número de notas de sua constituição. Repare que com uma escala com sete notas, conseguimos criar sete modos. O mesmo acontece com a escala pentatônica. Esta escala têm cinco notas, então podemos criar cinco modos sobre ela. A mesma coisa pode ser feita com acordes, tríades, tétrades, etc.

ABERTURA MODAL

Agora você já sabe como construir os modos. Mas será que a ordem sugerida para a sua construção seria a melhor forma para estudá-los de forma mais musical? Na década de 60, músicos como Geoge Russel começaram a ver a importância do estudo dos modos levando em consideração a sua própria dilatação intervalar ou espaçamento entre as notas. Tendo como referência uma mesma nota fundamental, os modos com espaçamentos mais abertos produziriam, segundo esta proposta, uma sonoridade mais plana. Os modos mais fechados teriam um som menos brilhante, mais sombrio. Por exemplo, no modo lídio, a quarta aumentada (4#) mantém uma distância de um tom da terça maior, e a sexta maior separa-se por um tom da sétima maior ? terça e sétima são considerado os pilares mais sólidos de uma escala ou acorde, qualquer conflito com eles gera tensão.

Os sons mais tensos das escalas mais fechadas causam sensações opostas. Desta forma, os modos podem ser organizados de maneira que haja apenas a mudança de uma nota entre cada um. Veja a tabela abaixo que ordena os modos de acordo com seus espaçamentos internos. Note que, na mudança de lídio para jônio, a quarta aumentada desce para justa. De jônio para mixolídio, a sétima maior desce para sétima menor. De mixolídio para dórico, a terça maior desce para menor. De dórico para eólio, a sexta maior desce para sexta menor. De eólio para para frígio, a segunda maior desce para menor. De frígio para lócrio, a quinta justa desce para quinta diminuta.

ORDENAÇÃO DOS MODOS DE ACORDO COM SEUS ESPAÇAMENTOS
LÍDIO F 2 3 4# 5 6 7 8
JÔNIO F 2 3 4 5 6 7 8
MIXOLÍDIO F 2 3 4 5 6 7b 8
DÓRICO F 2 3b 4 5 6 7b 8
EÓLIO F 2 3b 4 5 6b 7b 8
FRÍGIO F 2b 3b 4 5 6b 7b 8
LÓCRIO F 2b 3b 4 5b 6b 7b 8

Neste conceito, o modo lídio ganhou disparado como o menos tenso de todos, por ser o mais espaçado e produzir uma sonoridade mais plana. O lócrio é o mais tenso e fechado.        Com este conhecimento, pode-se ter várias possibilidades de improvisar sobre uma progressão harmônica. O exemplo abaixo, mostra a mesma frase aplicada sobre uma progressão  II – V – I.

Veja a diferença modal causada por cada escala:

Clique na imagem para ampliar:


EXERCÍCIO PARA O OUVIDO INTERNO

Você pode fazer um importante exercício para conhecimento da sonoridade única e individual de cada modo. Pegue sua guitarra, toque o modo lídio e cante as notas. Repita por algumas vezes até ganhar confiança. Depois deixe o instrumento de lado e tente cantar sozinho. Faça o mesmo com os outros modos. Seja paciente, isso poderá levar algumas semanas ou meses, depende do grau de intimidade que cada um tem com os modos. Como há sete escalas, pode-se dividi-las em três maiores e quatro menores. A terça maior nos daria assim um caráter mais alegre, enquanto a terça menor dá um sabor mais triste e melancólico.

O músico deve começar seu improviso do silêncio e incorporar experiências do seu dia-a-dia, como situações engraçadas e emoções vividas. Adicionar relações orgânicas, como a sua respiração pessoal, pode proporcionar a identidade que você tanto procura. Um exercício bem simples é o guitarrista imaginar ser um saxofonista: não toque nada e respire profundamente. Só toque quando for soltando o ar. Repita o processo quando acabar o ar dos seus pulmões. Isso vai ajudar a estar sempre consciente de que frases são como sentenças verbais – devem fazer sentido, com começo, meio e fim e aplicação inteligente e expressiva de acentuações, pontuações e interpretações. Além disso, lembre-se de que improvisação não se restringe ao aspecto melódico e escalas.

Crédito do estudo: Leandro Panucci

Turnarounds

O “turnaround” acontece na maioria das vezes nos últimos dois compassos da progressão, e esta “turbulenta” parte do blues precisa de uma frase sólida, para melhor preparar o que está para vir depois: a volta dos vocais, o solo de outro músico, etc.

A princípio, uma das soluções mais práticas, é memorizar algumas frases tradicionais e depois desenvolver idéias próprias, o que é o mais importante.
Os seguintes exemplos começam e terminam com as notas que formam a tônica da progressão: A, c#, E ou G (A7).

Intervalos

Intervalos é a distância entre dois sons, e essa distância é medida em tons.

A menor distância entre um som e outro é o semitom, que é a metade de um tom. Logo um tom possui dois semitons.

Os intervalos podem ser classificados como: maiores, menores, justos, aumentados e diminutos.

Antes de continuar falando de intervalos, vamos ver uma definição de escala. No livro de Harmonia & Improvisação do Almir Chediak, a escala é definida como uma série de sons ascendentes ou descendentes na qual o último será a repetição do primeiro uma oitava acima ou abaixo. A escala pode ser maior ou menor.

A classificação dos intervalos de uma escala é feita entre a primeira nota (tônica ou fundamental) para os demais graus da escala (2, 3, 4, 5, etc).

Um exemplo pode ser a escala de Dó maior: DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ

Sabemos então que uma escala (maior ou menor) é formada por 7 notas, sendo a última a repetição da primeira, e por isso chamada de oitava.

Sem falar de uma escala específica, tratando apenas como números, temos:

1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – 7 – 8

Percebam que os intervalos já estão implícitos nesta contagem, e conforme as notas utilizadas nesta escala é que vamos classificar os seus intervalos.

Por que a importância de classificar os intervalos?

É porque esta classificação que fará com que você perceba a diferença de um modelo de escala da outra, mesmo começando com a mesma nota.

Veja novamente a escala de Dó maior:

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ = 1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – 7 – 8

Os intervalos também podem ser: ascendente ou descendente, melódico ou harmônico, simples ou composto, natural ou invertido.

Intervalo Ascendente é quando o primeiro som é mais grave que o seguinte.

Intervalo Descendente é quando o primeiro som é mais agudo que o seguinte.

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Intervalo Melódico é quando os sons são ouvidos consecutivamente, ou seja, um depois do outro.

Intervalo Harmônico é quando os sons são ouvidos simultâneamente, ou seja, ao mesmo tempo.

**********************************************************

Intervalo Simples é aquele que não ultrapassa a oitava.

Intervalo Composto é o que ultrapassa a oitava.

**********************************************************

Intervalo Natural é aquele que pertence a tonalidade.

Intervalo Invertido é quando invertemos a posição das notas.

Intervalos Enarmônicos são intervalos com sons iguais e nomes diferentes.

**********************************************************

Alterando os intervalos

Como havia dito antes, os intervalos podem ser maiores, menores, justos, aumentados ou diminutos. Vejam como eles podem ser alterados.

Intervalo maior mais 1 semitom = aumentado
Intervalo maior menos 1 semitom = menor

Intervalo menor mais 1 semitom = maior
Intervalo menor menos 1 semitom = diminuto

Intervalo justo mais 1 semitom = aumentado
Intervalo justo menos 1 semitom = diminuto

Inversão

Quando se inverte um intervalo maior, este se torna menor.

Quando se inverte um intervalo menor, este se torna maior.

Quando se inverte um intervalo aumentado, este se torna diminuto.

Quando se inverte um intervalo diminuto, este se torna aumentado.

Os intervalos justos quando invertidos continuam justos.

Tônica invertida vira 8a

2a menor invertida vira 7a maior
2a maior invertida vira 7a menor

3a menor invertida vira 6a maior
3a maior invertida vira 6a menor

4a justa invertida vira 5a justa
4a aumentada invertida vira 5a diminuta
5a aumentada invertida vira 4a diminuta

Classificação dos Intervalos

Intervalos de segunda:

O intervalo de 2a se refere a 2a nota da escala, e sua classificação varia de acordo com a distância em tons da nota fundamental ou tônica (primeira nota).

Portanto uma segunda pode ser:

menor: quando está em 1 semitom de distância da tônica;
maior: quando está em 1 tom de distância da tônica;
aumentado: quando está em 1,5 tom de distância da tônica

**************************************************
Intervalos de terça:

O intervalo de 3a se refere a 3a nota da escala, e sua classificação varia de acordo com a distância em tons da nota fundamental ou tônica (primeira nota).

Portanto uma terça pode ser:

menor: quando está em 1,5 tom de distância da tônica;
maior: quando está em 2 tons de distância da tônica;

**************************************************
Intervalos de quarta:

O intervalo de 4a se refere a 4a nota da escala, e sua classificação varia de acordo com a distância em tons da nota fundamental ou tônica (primeira nota).

Portanto uma quarta pode ser:

justa: quando está em 2,5 tons de distância da tônica;
aumentada: quando está em 3 tons de distância da tônica;

**************************************************
Intervalos de quinta:

O intervalo de 5a se refere a 5a nota da escala, e sua classificação varia de acordo com a distância em tons da nota fundamental ou tônica (primeira nota).

Portanto uma quinta pode ser:

diminuta: quando está em 3 tons de distância da tônica;
justa: quando está em 3,5 tons de distância da tônica
aumentada: quando está em 4 tons de distância da tônica;

**************************************************
Intervalos de sexta:

O intervalo de 6a se refere a 6a nota da escala, e sua classificação varia de acordo com a distância em tons da nota fundamental ou tônica (primeira nota).

Portanto uma sexta pode ser:

menor: quando está em 4 tons de distância da tônica;
maior: quando está em 4,5 tons de distância da tônica;

**************************************************

Intervalos de sétima:

O intervalo de 7a se refere a 7a nota da escala, e sua classificação varia de acordo com a distância em tons da nota fundamental ou tônica (primeira nota).

Portanto uma sétima pode ser:

diminuta: quando está em 4,5 tons de distância da tônica;
menor: quando está em 5 tons de distância da tônica;
maior: quando está em 5,5 tons de distância da tônica;

*************************************************************

Grafia

T ou F = tônica ou fundamental

b2 = segunda menor = 0,5 tom

2 = segunda maior = 1,0 tom

#2 = segunda aumentada = 1,5 tom

******************************

b3 = terça menor = 1,5 tom
3 = terça maior = 2,0 tons

******************************

4 = quarta justa = 2,5 tons
#4 = quarta aumentada = 3,0 tons

******************************

b5 = quinta diminuta = 3,0 tons
5 = quinta justa = 3,5 tons
#5 = quinta aumentada = 4,0 tons

******************************

b6 = sexta menor = 4,0 tons
6 = sexta maior = 4,5 tons

******************************

b7 = sétima diminuta = 4,5 tons
7 = sétima menor = 5,0 tons
7M = sétima maior = 5,5 tons

******************************

8 = oitava justa = 6,0 tons

********************************************

Observações:

Não existe:

tônica aumentada, diminuta, maior ou menor. Tônica é tônica, sempre!

3a diminuta

4a diminuta

6a diminuta

6a aumentada

7a aumentada

8a diminuta, maior, menor ou aumentada. Lembre-se, a 8a é uma repetição da tônica.

*******************************************************

Os intervalos compostos (que ultrapassam a oitava) podem ser vistos de forma prática, subtraindo 7:

9 menos 7 = 2
11 menos 7 = 4
13 menos 7 = 6

Não existe intervalo de 10a, 12a, 14a.

Intervalos Enarmônicos:

São intervalos com sons iguais, mas com nomes diferentes. A posição da nota é que pode dizer qual é o intervalo.

#2 = b3
#4 = b5
#5 = b6
6 = b7

Créditos: Leandro Panucci